Os novos tempos exigem: todos precisamos aprender a lidar com a diversidade.

Diversidade é um termo que está em voga, especialmente na educação.

Entendemos por diversidade, tudo que torna uma pessoa diferente da outra, não somente sua raça, cor ou credo, mas sua forma de agir, de pensar de interagir com o mundo.

Nos últimos dias senti a necessidade de utilizar este espaço para tratar deste assunto. Refleti e li sobre este tema, tão complexo e abrangente.
Foi aí que me deparei com o texto da Torrada Queimada e nele encontrei muito daquilo que envolve o tema.

Lidar com a diversidade implica estar disposto a desenvolver diversas atitudes: respeitar, tolerar, colocar-se no lugar do outro, compreender, perdoar.
Convenhamos que esta não é uma tarefa fácil.

Quando trabalhamos com aprendizagem, de certa forma, somos obrigados a desenvolver algumas destas atitudes, pois lidamos com diversas situações que “provocam” esta necessidade. Até aí a questão flui de forma menos complexa.

O grande desafio para nós é lidar com a diversidade em nosso dia a dia, em nossas relações interpessoais.

A diversidade existe em nossa casa, em nosso trabalho, em grande parte do nosso dia, afinal cada ser humano com o qual convivemos tem uma forma de agir, de pensar, de resolver conflitos, que é só sua e consequentemente, diferente da que achamos ser a melhor ou mais correta. A forma como encaro uma situação difícil e a reação que causa em mim é muito diferente da de qualquer outra pessoa. Meu julgamento da situação vai depender da forma como encaro o problema, na forma como lido com a diversidade. Neste momento colocamos em ação todas as atitudes que fomos capazes de desenvolver, para encarar e saber lidar com as diferenças de forma positiva.

É preciso disposição e reflexão constante. É preciso desenvolver e aprimorar esta habilidade.

E o mais importante! Quem é responsável por educar jovens e criança precisa também prepará-los para estar num mundo onde a diversidade se faz cada vez mais presente, orientando e dando exemplo.

Kátia Zavanella
katia@colegiocaminhar.com.br

TORRADA QUEIMADA – Autor Desconhecido

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: ” – Adorei a torrada queimada…”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
“- Meu filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.”
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida à você e ao próximo”

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2 respostas para Os novos tempos exigem: todos precisamos aprender a lidar com a diversidade.

  1. Katia,

    Penso que o caminho é mesmo a reflexão constante. Muitas vezes o discurso é afinado mas frente a situação da diversidade, vem logo aquela pergunta: e agora?
    Penso que a disposição para o repensar diário, pode ser o meu melhor caminho para de fato entender, respeitar e fazer valer a diversidade.
    Desafio dificil…mas muito possível.

    Abraços,
    Débora Martins

  2. nathalia disse:

    muito bom,devemos sempre respeitar as outras pessoas!

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